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Novidade para o dia das mães

26 abr

Uma novidade, para este dia especial. Um novo sabor, café.

Esta data marca o início da Juli M, M aliás, também é de mãe.

A Priscila é uma amiga e  mãe que admiro e que, no ano passado, foi presenteada com uma trouxinha de fudges. Os fudges serviram de inspiração para um post que eu reproduzo aqui.

“Amor e comida
Suponho que durante milhares de anos deve ter sido bastante difícil para os homens a obtenção de refeições fartas e saborosas. Hoje, basta ligar e pedir uma pizza, mas devemos ter ainda em nossa carga genética algo de pré-histórico que transforma a divisão dos alimentos em um presente especial. Cozinhar pra alguém e dividir com ele sua comida aciona esse amor atávico. Por isso fazemos ceias de Natal, almoço de dia das Mães, jantares para amigos. Não é a comida em si. É um gesto de carinho com quem está sentado ao lado. E diferente daquele representado por quem compra um presente em uma loja. A cozinha também é autoral. Ainda que você siga uma receita, sempre põe algo de seu naquela comida. Cozinhar para os outros, então, é também dar um pouco de vc pra alguém. Pensem nisso no almoço ou jantar do dia das mães, que está próximo.

Naninha – vc que inspirou essa notinha. Obrigada pela delícia que vc fez e me deu!”

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O lugar da sobremesa no cardápio

9 jun

Apesar de vários pratos doces serem reconhecidos  desde os tempos mais remotos, a idéia da sobremesa servida no final da refeição é relativamente moderna. No final do século XIV, conforme revela o cardápio de um restaurante parisiense, um banquete podia ostentar manjar, gelatina de frutas e benhês ao lado de algum tipo de caça ou de travessas de lampreias e caviar: os convidados serviam-se ao acaso daquilo que mais lhes apetecesse. A história de algumas sobremesas atuais revela que não havia uma diferenciação rígida entre as diversas categorias de pratos. O blank-manger, um creme preparado com leite de amêndoas, gelatina e creme de leite batido, já foi uma combinação adocicada de peito de frango socado e amêndoas.

Um dos motivos que explica esta combinação indiscriminada de salgados e doces, nas refeições antigas, é, sem dúvida, a ostentação. Uma mesa atulhada de diferentes tipos de pratos impressionava. Como os adoçantes e as especiarias que freqüentemente os acompanhavam eram muito caros, o anfitrião não deixava dúvidas a respeito de suas posses. Mesmo depois de o açúcar torna-se barato e acessível, a sobremesa custou a ser separada do restante da refeição. Cozinheiros e patrões relutavam em abandonar os grandiosos arranjos de mesa com os quais estavam acostumados. Foi só em meados do século XIX que a idéia de apresentar os pratos numa certa ordem foi aceita completamente. Quando o service à La russe, como foi chamada a novidade, foi adotado, transformou-se rapidamente em norma no mundo ocidental.

Os comensais aprovaram o novo sistema, que lhes permitia aproveitar toda uma refeição sem que a comida esfriasse. Os cozinheiros saíram ganhando porque assim suas criações poderiam ser melhor apreciadas. Ao mesmo tempo, foram agradavelmente desafiados a desenvolver uma nova e exigente forma de arte: o cardápio. Pratos bem escolhidos passaram a suceder-se numa seqüência planejada com cuidado, que impunha uma espécie de ritmo – uma sinfonia de diminuendos e crescendos da qual a sobremesa era o arremate

(Cozinhar Melhor  – Sobrememsas. Tradução e adaptação Pedro Paulo Poppovic Consultores Editoriais S/C Ltda. São Paulo. Editora Cidade Cultural Ltda 1986)